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Santa Catarina: Um Estado de Tecnologia
Santa Catarina é um Estado inovador. Com uma economia moldada por diferentes arranjos produtivos, diversificados pólos industriais como metal-mecânico, têxtil, cerâmico, móveis, malacocultura, suinocultura, turismo, etc. Nos últimos anos, uma nova indústria vem sobressaindo como fundamental e estratégica para o futuro das nações: a indústria do conhecimento. A economia da nova era é movida por uma infra-estrutura consistente em tecnologia da informação e comunicação. É nesse cenário que Santa Catarina desponta no Brasil com uma enorme vocação para a indústria do conhecimento. É considerado um Estado em que as empresas promovem intensamente a inovação tecnológica. Nas últimas seis edições do Prêmio Finep de Inovação Tecnológica (2000 a 2005), as empresas e instituições de pesquisa e desenvolvimento (P&D) catarinenses receberam seis premiações, em diferentes categorias: Nano Endoluminal (2000), Embraco (2001 e 2002), Pollux (2001), Tigre (2002) e a Universidade Federal de Santa Catarina (2005). Ainda no ano passado, a Fundação Certi e a empresa Nexxera, ambas de Santa Catarina, receberam menção honrosa no Prêmio Finep. Foi o Estado que mais prêmios recebeu, junto com São Paulo.
Onde pecamos ou relaxamos? No marketing do que fazemos, no marketing de nosso potencial ou no marketing dos prêmios conquistados? Somos pioneiros em algumas soluções adotadas em âmbitos nacional e internacional: urna eletrônica, discagem direta a cobrar, incubadora de empresas de base tecnológica, criação do primeiro software com conceito de janelas sobrepostas colorido do Brasil, despertador automático, etc., mas pouco conhecidos por essas iniciativas e muitas outras originadas por empresas e profissionais catarinenses. Se fazemos diferença e inovamos, vamos ser criativos também em encontrar oportunidades de divulgar nosso potencial e mostrar como Santa Catarina pode contribuir para o desenvolvimento do País e de suas organizações por intermédio da tecnologia.
Heitor Blum S. Thiago
Presidente da SUCESU-SC e presidente do CETIC-SC
Santa Catarina terá cooperativa de crédito para setor de tecnologia
O Conselho de Entidades de Tecnologia da Informação e Comunicação de Santa Catarina (CETIC-SC) irá criar uma cooperativa para que empresários possam ter acesso a crédito para desenvolver os empreendimentos do setor. Juntamente com consultores especializados, as entidades estão conhecendo os procedimentos necessários à formação da cooperativa como também as providências que devem ser tomadas junto ao Banco Central entre outros requisitos. Os presidentes das entidades estão ouvindo também experiências bem sucedidas de outras cooperativas com o objetivo de recolher o máximo de informações. Além disso, já iniciou-se a mobilização das entidades junto aos empresários e profissionais para que o projeto efetivamente se torne referência de crédito para o setor no Estado.
Assim que o levantamento estiver pronto serão realizadas reuniões nos pólos de tecnologia de Santa Catarina para apresentar os benefícios da cooperativa, as oportunidades para os empresários e como as empresas poderão ter acesso ao crédito. "Segundo os empreendedores, o setor de tecnologia da informação e informação carece de crédito, pois não é garantia para empréstimos o capital intelectual dos empresários e profissionais.
Governo de Santa Catarina muda regras para compras públicas de software
As mudanças anunciadas dizem respeito a um documento encaminhado em abril deste ano pelo CETIC-SC. A primeira delas disciplina a contratação pelo governo de empresas para o desenvolvimento, adequação e integração de sistemas de informação através de licitação. Os órgãos públicos estaduais deverão contratar o desenvolvimento de sistemas aplicativos e serviços correlatos através de licitação na modalidade "técnica e preço", em que a qualificação técnica das empresas é levada em conta. "Ao contratar uma empresa para desenvolver um software específico para um órgão público, não podemos pensar num pregão em que só o preço seja relevante no quesito de escolha. A capacidade que a empresa tem, comprovada ao submeter sua concorrência na licitação, é essencial para garantir a competitividade das empresas", aponta o presidente do Conselho de Entidades de Tecnologia da Informação e Comunicação de SC, Heitor Blum S.Thiago. Além dessa, outra medida do governo estadual tem como objetivo refinar e adequar os processos de licitação de acordo com as peculiaridades inerentes ao setor de tecnologia da informação. Com a resolução também será possível a participação de consórcios de empresas de tecnologia da informação e comunicação nos processos de licitação que utilizem de maneira integrada e combinada recursos de hardware, software e serviços. Desta forma, como o próprio artigo 33 da Lei Federal 8666 de 21 de janeiro de 1993 permite, um grupo de empresas, cada uma com suas especialidades, poderá participar conjuntamente de licitações que antes só grandes empresas poderiam participar.
CETIC-SC participa da Blusoft Brasil 2006
As entidades de tecnologia da informação e comunicação de Santa Catarina, organizadas pelo CETIC-SC, participaram da Blusoft Brasil 2006. O Conselho, que congrega 11 entidades do Estado, esteve presente em um estande na feira de tecnologia em Blumenau, que aconteceu em Blumenau de 4 a 7 de julho. Nossa presença na Blusoft Brasil foi importante por tudo que o CETIC-SC vem defendendo e reivindicando para o setor de TIC em Santa Catarina. Apoiamos iniciativas como esta da feira que reúne soluções e produtos desenvolvidos no nosso Estado, aponta Heitor Blum S.Thiago, presidente do Conselho. Tornar a feira uma referência para potenciais compradores e usuários de outros Estados é um dos anseios dos presidentes das entidades que compõem o Conselho. Entendemos que o evento deve mostrar porque Santa Catarina é um Estado de tecnologia, defende S.Thiago.
Mapeamento vai identificar panorama do setor no Estado
As entidades do setor de tecnologia da informação e comunicação de Santa Catarina, juntamente com UFSC, IEL-SC, SEBRAE-SC, entre outros apoiadores, lançaram no dia 13 de julho, em Florianópolis mais uma etapa do projeto PLATIC. Nesta fase, o projeto Plataforma de Tecnologia da Informação e Comunicação de Santa Catarina irá fazer um mapeamento da cadeia produtiva do setor no Estado.
O lançamento também foi feito nas cidades de Blumenau e Joinville. Segundo os organizadores, o objetivo é obter um panorama do setor em relação ao Estado, região e País, como forma de contribuir para a consolidação do Arranjo Produtivo Local de TIC (APLTIC) de Santa Catarina. As entidades do setor, organizadas no Estado através do CETIC-SC (Conselho de Entidades), são uma das principais interessadas neste mapeamento para saber o quanto representa para a economia do Estado a tecnologia da informação. As empresas de Florianópolis e de todo o Estado já podem participar do mapeamento, acessando o site do projeto www.platic.ufsc.br .
Lá o representante da empresa pode responder o questionário e integrar-se a este importante iniciativa para o setor. O projeto conta com o aporte de recursos da FINEP e da FAPESC e com o apoio de entidades e organizações como a ReCEPET, UFSC, Instituto GENE, Secretaria de Estado do Planejamento, SEBRAE-SC, IEL-SC, além de entidades que compõem o CETIC-SC, como SUCESU-SC, ASSESPRO-SC, ACATE, SEPD, SEPIJ, Blusoft, Softville e SEPROSC.
CETIC-SC estuda alternativas para formar mâo-de-obra
A necessidade de mâo-de-obra qualificada para o setor de tecnologia da informação e comunicação de Santa Catarina é uma das preocupações do CETIC-SC. Para isso, a entidade tem buscado alternativas com o objetivo de suprir a crescente demanda das empresas. Já foram realizadas diversas reuniões com instituições ligadas ao ensino técnico e profissionalizante, além de universidades públicas e privadas. O assunto está também na pauta de discussões entre Governo do Estado e as entidades e em breve devem surgir alternativas.
Uma das articulações que estão sendo realizadas é junto ao CIASC, que pretende oferecer suas instalações para que as empresas possam oferecer cursos que atendam suas demandas técnicas e profissionais. Um projeto está sendo feito junto ao SENAC Santa Catarina e SENAI-SC com o objetivo de capacitar jovens com o financiamento de órgãos de fomento federais. Em Santa Catarina, já há projetos pioneiros em capacitação para o setor. Em Blumenau, o programa Entra 21, da Blusoft, uniu empresas e o poder público com o objetivo de viabilizar a formação de jovens em cursos profissionalizantes para o setor de TIC. O modelo conta com o apoio de organismos internacionais de apoio.
Alívio para o setor de tecnologia do Estado
Um acordo entre a Associação Catarinense de Empresas de Tecnologia (ACATE) e a SC Parcerias irá permitir às empresas catarinenses que desenvolvem inovação tecnológica ter acesso ao programa Juro Zero, da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP). Com o aporte de R$ 1 milhão pela empresa SC Parcerias, ligada ao Governo do Estado, foi possível compor a primeira parte do fundo de garantia de crédito do programa. No total serão aplicados em 18 meses R$ 20 milhões na economia catarinense para apoiar micro e pequenas empresas inovadoras nos segmentos de semicondutores, software, bens de capital, fármacos e medicamentos, biotecnologia, nanotecnologia, biomassa, maricultura, turismo e entretenimento. As linhas de crédito variam entre R$ 100 mil e R$ 900 mil, sem juros, sem garantias reais e com pagamento dividido em até 100 parcelas, corrigidas apenas pelo IPCA.
Com o início do programa Juro Zero no Estado cerca de 80 empresas poderão ser beneficiadas. A expectativa é gerar em apenas três anos mais de 680 empregos diretos com alta qualificação, 12 mil indiretos e aumentar em 100% a arrecadação estadual junto às empresas. A falta de crédito para o setor de tecnologia catarinense é um dos principais entraves para o crescimento das empresas. Nossa dificuldade é que bancos e instituições de crédito não financiam projetos que envolvem capital intelectual. Além disso, as empresas não podem oferecer garantias reais, já que a estrutura de uma empresa de tecnologia é formada praticamente por pessoas. Outro entrave acaba sendo os altos juros cobrado pelo mercado financeiro.
Desta forma, com o apoio da FINEP e através da parceria estratégica com o consórcio formado entre a ACATE e a SC Parcerias, será possível resolver em parte o problema da falta de crédito, fazendo com que nossas empresas de tecnologia, inovadoras, possam crescer dentro da excelência que este setor representa para Santa Catarina.
Alexandre d'Ávila da Cunha
Presidente da ACATE e Conselheiro do CETIC-SC
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